É impossível ficar indiferente ao ver o fogo destruir o nosso património florestal, ano após ano, hectare atrás de hectare. Muito menos, quando vemos os rostos e ouvimos os relatos desesperados das pessoas que têm as suas casas, as suas propriedades, os seus animais, as suas aldeias ameaçadas pelas chamas. Compreende-se que, nesses momentos dramáticos, apontem toda a sua raiva e impotência aos governantes, à proteção civil, até aos bombeiros. Todos têm de saber lidar com isso, ouvir, respeitar, valorizar o sofrimento real que as populações estão a sentir. Mas quem tem responsabilidades tem, sobretudo, de agir. Agir de forma pragmática e estrutural. Com o desenho de políticas que privilegiem a prevenção, o ordenamento florestal orientado para a resiliência e para a mitigação de riscos, a organização e a gestão da paisagem, e com enquadramentos legais eficazes que desincentivem comportamentos criminosos. É fundamental “ocupar” ou “reocupar” a floresta, dar-lhe um sentido económico, sem dogmas, em equilíbrio com a ética e as exigências ambientais. E apesar das imagens desesperantes que por estes dias ocupam as televisões, é importante que haja consciência que, em termos de combate no terreno, hoje há quase mais mil operacionais do que no ano passado, mais duas centenas de veículos de combate e o maior dispositivo aéreo de sempre. E sobretudo há coordenação operacional no terreno. Não é suficiente. Mas é mais do que tínhamos há um ano.
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Marcelo foi um Presidente literalmente presente.
Luís Neves pode muito bem ser a pessoa certa no lugar certo no momento certo e no governo certo.
A estratégia delineada no PTRR é inatacável.
Será uma tarefa longa, demorada, como já se percebeu.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa.
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