Não queria mesmo nada que Moedas ganhasse na minha cidade. Não o achei um bom presidente de câmara. Penso dele o mesmo que Eva quando viu Adão após a expulsão do paraíso: “Ó filho, para quê uma parra tão grande?” Mas pronto, alguém votou nele. Os meus vizinhos andam agora todos a evitar-me, para não terem de enfrentar o meu olhar arreliado. E aqueles que apanho, à saída da confeitaria ou à porta do talho, dizem todos. “Eu não fui, senhor engenheiro.” Os meus vizinhos tratam-me por senhor engenheiro, porque os convenci de que era engenheiro. Ora cá está uma coisa que eu e Carlos Moedas temos em comum.
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