A creditemos ou não nelas, as histórias são reais. São sempre reais. A deste dia, com Jesus arrastando sua cruz sob os apupos da multidão enquanto é chicoteado pelos romanos, mesmo que não tivesse acontecido teria acontecido à mesma. As melhores histórias são as circulares, aquelas que uma pessoa pode transportar sem esforço, como uma criança a roda, no tempo em que as crianças brincavam na rua conduzindo uma roda com apenas um pedaço de pau ou mesmo um arame. A história de Jesus, sobretudo neste dia, é bonita porque encerra nela todas as fases da vida humana. Ele não só se sacrificou por nós, encena ainda os momentos de maior solidão. Que ele ressuscite três dias depois é bonito (e curiosamente coincide com a primavera) ao transformar o círculo fechado numa espiral que abre. E não só abre, ascende. Mais bonito só se houvesse palhaços.
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