Quanto custam as fragatas?
Importa saber que capacidade naval Portugal adquire, o que o contrato garante e que encargos permanecerão para o futuro.
António Silva Ribeiro
Almirante ex-CEMGFAImporta saber que capacidade naval Portugal adquire, o que o contrato garante e que encargos permanecerão para o futuro.
Escreveu para um país marítimo, com recursos limitados, territórios dispersos e interesses muito para além do continente.
O segredo é legítimo, mas não pode servir para esconder erros ou más decisões.
Quem chega a um cargo pela influência de alguém dificilmente esquece a quem deve a oportunidade.
Aquilo que vemos no mar depende de uma organização complexa montada em terra.
Portugal não deve esquecer que foi capaz de pensar o mar e o seu em- prego político, económico e militar.
Uma fronteira torna-se mais vulnerável quanto mais a sua segurança depender da vontade de quem está do outro lado.
O debate não deve limitar-se à alternativa entre serviço militar obrigatório e voluntário.
Quando uma falha grave fica sem resposta, enfraquece-se a autoridade e instala-se a desconfiança.
Improvisar pode ser necessário. Porém, só é aceitável como resposta excecional ao inesperado.
Não governa, não dirige, nem orienta com sentido estratégico; limita-se a gerir a agenda, a assinar papéis, a agradar a quem decide e a cumprir o mandato.
As capacidades do EMGFA, da Marinha, do Exército e da Força Aérea devem ser modulares.
O recurso às Forças Armadas como reforço complementar é compatível com a democracia e com a boa organização do Estado.
Preparar antes, coordenar melhor e agir com competência.
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