Deixem-se de fantasias
Se Portugal optar por um caça que não seja de 5.ª geração, aceitará limitações na capacidade de operar.
António Silva Ribeiro
Almirante ex-CEMGFASe Portugal optar por um caça que não seja de 5.ª geração, aceitará limitações na capacidade de operar.
O ambiente de segurança europeu exige Forças Armadas prontas, capazes de atuar no país e no exterior.
Mas a formação de um oficial não pode ficar confinada à sala de aula. Faz-se no estudo, treino e disciplina.
A existência de propriedade privada junto ao mar não significa que a praia também o seja.
Na competição estratégica entre os EUA e a China, a força militar é indispensável para sustentar a dissuasão.
Quando a confiança diminui e os consensos se tornam mais difíceis, reduz-se a capacidade de resistir.
As chefias militares respondem pelo rigor do seu juízo profissional, enquanto a decisão pertence à autoridade política.
Os meios militares só geram resultados quando são aplicados com coerência, proporção e disciplina.
Adotar um novo modelo de recrutamento é uma forma concreta de reforçar a presença naval de Portugal no Atlântico.
Justifica-se dotar a Praia da Vitória de um Ponto de Apoio Naval.
Importa saber que capacidade naval Portugal adquire, o que o contrato garante e que encargos permanecerão para o futuro.
Escreveu para um país marítimo, com recursos limitados, territórios dispersos e interesses muito para além do continente.
O segredo é legítimo, mas não pode servir para esconder erros ou más decisões.
Quem chega a um cargo pela influência de alguém dificilmente esquece a quem deve a oportunidade.
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