No meio do horror atual, uma recordação de beleza a que, ontem, domingo, ninguém parece ter ligado – o centenário do nascimento de Italo Calvi- no (1923-1981), um dos escritores mais amáveis do século XX. "Amável", aqui, quer dizer "que pode ser amado". Quem leu ‘Seis Propostas para o Próximo Milénio’ sabe o que isso significa: que era um homem atento, prodigiosamente atento ao tempo e ao que nos transforma com ele (tema que aparece no seu ‘Porquê Ler os Clás- sicos"). Na sua ficção – de que escolheria quatro títulos que não se esquecem, ‘Palomar’, ‘Se Numa Noite de Inverno um Viajante’, ‘As Cidades Invisíveis’ e ‘O Barão Trepador’ –, Calvino transforma-nos em cúmplices dos seus desvarios e milagres. Ou ficamos para sempre presos nas árvores, recusando-nos a regressar, ou, como o Sr. Palomar (meu personagem de eleição), imaginamos que certa inocência ainda é possível. Apenas não estamos atentos a ela, razão por que perdemos a capacidade de reconhecer a beleza, o riso, o gozo de viver as coisas mais simples.
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