Alexei Navalny, pensemos nele: opositor de Putin, foi envenenado, detido arbitrariamente, enviado para cativeiro depois de um julgamento fantoche, isolado e, finalmente, dado como "perdido" no sistema prisional russo até ser descoberto, "transferido" para uma colónia penal no Ártico, que a URSS já usava. Há hábitos que não se perdem. A história é antiga e talvez a sonsice prescreva, mas, quando foi perguntada pelo CM sobre os horrores do ‘gulag’ soviético e os presos políticos, a então deputada comunista Rita Rato, licenciada em Relações Internacionais, admitiu "que possa ter acontecido essa experiência", mas não podia adiantar mais porque "nunca tinha estudado nem lido nada sobre isso". A Câmara de Lisboa, que na época tinha boa relação com as autoridades russas - a quem fornecia dados sobre opositores do regime -, aceitou-a como diretora do Museu do Aljube, dedicado aos presos políticos portugueses. Como fica no cargo até 2026, poderá entretanto estudar o ‘gulag’, na companhia dos seus camaradas.
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