Não conhecemos o processo de cálculo que permitiu encontrar os valores das reparações a entregar às vítimas dos abusos sexuais cometidos por sacerdotes da igreja católica. Sabemos que esse processo foi seguido por uma equipa de juristas designados pela própria igreja - e sabemos que, sobre esse valor, houve “cortes” decretados pela Comissão Episcopal. Se verificarem, fui cuidadoso: não escrevi “a serem pagas às vítimas”, mas a serem “entregues” porque “pagamento” supõe a prestação de um serviço; nem escrevi “cometidos pela igreja”, mas por ministros seus, porque não acredito na culpa coletiva. Mas que a igreja corte, vá lá, 50% (por achar demasiado?, por estar em apertos financeiros?) do valor proposto pelos juristas, e que o Estado, guloso e minucioso, se proponha cobrar IRS sobre os valores de indemnização atribuídos às vítimas, isso já requer que se pense numa culpa coletiva, — porque Estado e Igreja parecem estar mancomunados para fazerem economias com um assunto em que o pudor recomenda mais decência.
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