Periodicamente, numa cultura laica ou que só sabe conviver com Deus a partir do sarcasmo, o tema regressa. Agora com o disco de Rosalía – e o seu espetáculo. Deus é um nome incandescente na música de Rosalía e ‘Lux’, o belíssimo disco, abre portas que sempre estiveram entreabertas ao misticismo e ao desejo de espiritualidade, e não é preciso ir ao século XII em busca de Hildegard de Bingen. A música de Bob Dylan, certamente a de Leonard Cohen, o grande poeta de Deus, mas também a de Johnny Cash e, em tons de relâmpago, as dos Arcade Fire ou Radiohead, falam dessa tarde imensa que tem dificuldade em terminar. É curioso como as canções de Rosalía, por razões muito absurdas, me recordam o fascínio (estávamos nos anos 80) por dois discos de Virginia Astley, ‘From Gardens Where We Feel Secure’ e ‘Hope in a Darkened Heart’, ou até por certas passagens da música dos Sigur Rós em ‘Ágætis Byrjun’. É delicioso ver tantas almas frágeis encantadas com a música de Rosalía. A música é uma forma de chegar lá, a essas alturas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
O mundo ficou a conhecer o poder de Teerão. Basta encerrar Ormuz.
Se a guerra não fosse tão trágica parecia uma paródia com lunáticos na Casa Branca.
Trump deu um tiro no pé. Só Napoleão ao resolver invadir a Rússia se lhe compara.
As constituições são para durar. Revê-las profundamente pode acabar com elas.
Há autores Nobel deploráveis e medíocres. Tolstoi, Borges, Joyce, Tolkien, Virginia Woolf, Proust, Calvino ou Roth não o tiveram e são altíssimos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos