Se não fosse Mário Cláudio, que escreveu o romance ‘Guilhermina’ (1986), agora seria mais difícil reconhecer o nome de Guilhermina Suggia (1885-1950), de quem passam hoje 140 anos sobre o seu nascimento. Filha de um músico do Teatro de S. Carlos, Guilhermina estudou violoncelo (que não era um instrumento para meninas) com o pai em Matosinhos, para onde a família se mudara. Em 1899 era já primeiro violoncelo da Orquestra do Porto e do quarteto Moreira de Sá. Estudou em Leipzig (graças a uma bolsa da rainha D. Amélia, que a ouvira em criança), onde se estreou como solista de uma grande orquestra em 1901. O seu sucesso internacional é inédito e estrondoso, tal como o romance de seis anos com Pablo Casals; as suas interpretações de Bach são famosas (foram gravadas), bem como de Fauré, Haydn, Ravel, Elgar ou Saint-Saëns. Depois de quase 25 anos em Londres, regressa ao Porto e toca até ao ano da morte. O rei de Inglaterra mandou-lhe um ramo de flores ao hospital onde foi operada nesse ano. Foi a maior violoncelista do seu tempo.
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