Voltarei a ‘Os Sete Sentidos e Outros Lugares’ (D. Quixote), o novo livro de José Carlos Vasconcelos, onde encontro poemas memoráveis e inesperados – mas acontece que devo ao José Carlos, que foi homenageado nas Corrente d’Escritas, uma palavra de gratidão. Ter criado, acreditado e mantido o ‘Jornal de Letras’ desde 1981, durante 44 anos, é invulgar. O JL não era apenas um jornal bem comportado que o José Carlos dirigia com sensatez, tolerância e bonomia; graças a ele foi possível mantê-lo, mesmo se a dada altura já não era o nosso jornal nem a nossa ideia sobre “letras, artes & ideias”, mas fomos a rapaziada que teve a sorte de trabalhar num jornal de livros, música, cinema, o que fosse, e onde nunca o vi praticar um gesto de censura. Trabalhei lá durante anos; eu tinha 21, e o José Carlos já nessa altura era o sénior (da política, do jornalismo) que foi sempre; quase todos passámos por lá, quase todos nos irritámos, crescemos e seguimos a nossa vida. Tenho por ele uma grande amizade e uma enorme gratidão.
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