Lendo no CM a excelente série de textos de Sónia Dias sobre Jeffrey Epstein, há uma perplexidade que não nos abandona: como se espalhou este vírus, desde os anos 90 até hoje, e como é possível centrar apenas nele (e em Ghislaine Maxwell, bem entendido) a culpa por um conjunto apreciável de delitos abomináveis? A resposta é só uma: porque está morto, posição muito confortável. Acontece que esse vírus não se propagou apenas porque um homem poderoso e convincente teve oportunidade para praticar essas abominações e de as proporcionar a outros – mas porque o mundo em que ele vivia permitia que o poder ultrapassasse todos os limites e porque determinados grupos sociais se veem ungidos por uma ideia de superioridade que nos escapa, a mim e aos meus leitores. Essa mistura incontrolável e explosiva de dinheiro, poder, aura social, desejo, sadismo, irreligião e conhecimento produz a história de Epstein, a história de uma rebelião das elites contra a normalidade do bem. Isto que acabei de dizer é muito reacionário, eu sei.
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Talvez quem ande mais perdido sejam as elites políticas e culturais ocidentais.
E, à cautela, proibiu a tarja, com toda a razão.
Tempestades: mais tarde ou mais cedo voltaremos a situações semelhantes.
No futebol mantém-se a lógica de quema acha que pode, quer e manda.
A ideia de que o povo está farto de eleições é um chavão das elites de Lisboa.
O PS é um partido anquilosado. E Carneiro é melhor meter-se ao caminho por si só.
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