Uma polícia que deteta crimes antes de eles sucederem? Um sonho. E uma polícia erudita em línguas clássicas? Sublime. Foi o que parece ter acontecido com a PSP, que mandou retirar do estádio do Braga uma tarja que o clube queria exibir antes do jogo com o Guimarães, eterno rival. O que dizia o pano subversivo? “Priusquam nomem dareter iam terra erat. Priusquam urbs esset, iam populus erat. Ex gentibus antiquis nata est Bracara Augusta.” Tradução à bruta: “Antes de receber um nome, já era uma terra. Antes de ser uma cidade, já era um povo. De nações ancestrais nasceu Bracara Augusta.” Isto pôs a PSP em alerta. Compreendo, havia uma dúvida, talvez no uso de “priusquam” em vez de “antequam”, ou do sujeito passivo de ‘nomen daretur’. Não é grave. O latim tem mistérios. Mas para a PSP, que leu o seu Catulo, o seu Marcial (mas não os sábios bracarenses Pedro Juliano ou Martinho de Dume), havia ali uma provocação que passava da gramática latina para o varapau minhoto. E, à cautela, proibiu a tarja, com toda a razão.
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E, à cautela, proibiu a tarja, com toda a razão.
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