Há anos que escrevo no CM sobre “o caso Epstein”, de modo que as notícias diárias não me surpreendem. São um grande tédio. Num romance de 1991, ‘O Fantasma de Harlot’, 1500 páginas, Norman Mailer trata da história da CIA – além de lamentar o fim da América, o livro mostra como, a partir de certa altura (com os Kennedy) parte das curiosidades políticas se centraram sobretudo na genitália. Mais tarde, anos 90, o sexo abria o horário nobre do noticiário político: Clinton, Trump, etc. Epstein é uma figura obscena, um biltre, certo; mas a sua rede de amigos na elite ainda o é mais, e inclui cientistas e políticos fascinados pela parolice de um homem rico que se especializou em dizer banalidades, fugir ao fisco e ter ‘arte moderna’ nas paredes; ler os emails desta gente é como ouvir a palha que se diz em Davos (sim, é um congresso de barnabés). Claro que há o sexo, a rede de brutalidade e misoginia; é um suplemento alimentar cuja dose aumenta até quebrar todas as regras – mas o retrato de conjunto é uma elite imbecil.
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