Paul Bocuse nasceu há 100 anos, numa pequena cidade a norte de Lyon – onde, aliás, assentou a sua fama como a maior figura da gastronomia francesa do século XX. Das suas raízes familiares nas margens do Saône até às cobiçadas três estrelas Michelin (que manteve durante 53 anos, de 1965 até à sua morte, em 2018), a biografia de Bocuse está cheia de memória e de vida plena – a memória da comida de família e o gosto pela vida que alimenta quase tanto como uma refeição. Nela, estão presentes a complexidade de um homem tradicional e revolucionário, um ‘bon vivant’ e um perfecionista, ao mesmo tempo delicado e ogre, de olho para os negócios e de alma fácil, coração escorregadio, talento enormíssimo para a amizade, a cozinha e as rivalidades. Foi o primeiro ‘chef’ realmente mediático (juntamente com Troigros), o criador da ‘nouvelle cuisine’ (e depois um crítico dos extremismos da moda), uma lenda que transformou a sua profissão numa arte nacional – e que escandalizou e mudou o gosto da França, da Europa e do mundo.
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O Governo tem de alterar esse Estado falhado que se mostra depois de cada tragédia.
O problema já não é Sócrates. É uma Justiça que acaba derrotada pelo calendário.
A biografia de Bocuse está cheia de memória e de vida plena.
E se os leitores gostam “daquilo”? Qual o propósito de sermos humanos?
Ao contrário dos anteriores, a sua eleição é uma promessa e uma incógnita.
A falta de empatia e de sensibilidade esvazia a política da sua utilidade.
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