Ainda não é desta vez que cumpro o meu sonho de ser mais velho do que o Presidente da República. António José Seguro é três dias mais velho do que eu, e é o primeiro ocupante de Belém que não teve vida política antes do 25 de Abril de 1974. Ao contrário de Seguro, que festejou nas Caldas, Marcelo foi o último afilhado dileto de três regimes, que representou com paternalismo (e êxito discutível) e também foi “o Presidente da proximidade”, que transformou em “proximidade absoluta”, a que acrescentou uma omnipresença permanente. É o derradeiro emblema de uma casta (só Cavaco escapou) e de uma travessia de regimes e influências. Este é o menor dos problemas de Seguro, presidente improvável há seis meses. Ao contrário dos anteriores, a sua eleição é uma promessa e uma incógnita. Não nos fiemos apenas no seu tom cordato: como o prova a sua eleição (depois de ter sido maltratado por duas facções do PS), é um homem paciente e resistente; não será maleável; pode ser o primeiro presidente fora da velha oligarquia.
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O Governo tem de alterar esse Estado falhado que se mostra depois de cada tragédia.
O problema já não é Sócrates. É uma Justiça que acaba derrotada pelo calendário.
A biografia de Bocuse está cheia de memória e de vida plena.
E se os leitores gostam “daquilo”? Qual o propósito de sermos humanos?
Ao contrário dos anteriores, a sua eleição é uma promessa e uma incógnita.
A falta de empatia e de sensibilidade esvazia a política da sua utilidade.
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