O Duvall, não. O Robert Duvall, Tom Hagen de ‘O Padrinho’, não. Nem o Bill Kilgore de ‘Apocalypse Now’ (a frase é “adoro o cheiro do napalm pela manhã”), nem o de ‘The Paper’ (‘Primeira Página’), o de ‘Rambling Rose’ (ao lado de Laura Dern) ou o de ‘Colors’ (dupla com Sean Penn). Menciono ‘Primeira Página’ porque Duvall fez um papel que resume quase toda a sua existência – como a de Tom Hagen, o advogado dos Corleone: discreto, em segundo plano, um príncipe de um ramo secundário da família, uma espécie de sábio que aparece de tanto em tanto tempo. É preciso uma grande arte para ser ator secundário indispensável (apesar de ter recebido um Oscar por ‘Amor e Compaixão’, 1983, em que é um cantor country, personagem principal). Fez de quase tudo: pai de família, velho decadente (em ‘The Road’, que adapta o livro de Cormac Mccarthy), jovem que podia ter sido promissor, malandro eminente – enfim, um ator inesquecível, até em filmes falhados. Não era bonito, não era um galã. Robert Duvall (1931-2026), ator de combate.
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