A presença de Trump e da sua inanidade, é sempre deprimente. Mas, quando o regime iraniano lançou um massacre em série, com prisões, assassinatos, fuzilamentos e enforcamentos públicos, a maior parte dos comentadores de esquerda não mencionou uma única vez o direito internacional – nem deu qualquer destaque aos acontecimentos que culminaram em cerca de 30 mil mortos e que, na generalidade, a imprensa (habituada a republicar a propaganda do Hamas) considerou “um protesto por causa dos preços”. O regime de Teerão serve de dique e acompanha a sua repulsa pelo Ocidente – subsidia e alberga movimentos terroristas, promete aniquilar Israel, declara (apesar de minado pela corrupção) o Ocidente uma obra imoral. Não é só isso que explica serem tão pró-aiatolas nos estúdios de televisão; ontem vi a tristeza no rosto de alguns que estranhavam jovens nas ruas do Irão ou da Europa a celebrar a queda de um ditador perverso. Eram apenas ocidentais empertigados que nunca conheceram a repressão, a tortura, a prisão – mas gostam.
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Terá Trump coragem para uma ação terrestre? Não. Iranianos continuarão a sofrer.
Não há vendaval como o que se levanta quando Passos Coelho fala.
A Ucrânia acabará por cumprir o seu destino europeu, que é um destino democrático.
A vida de Luís Neves não vai ser fácil. Fora e dentro do Governo.
Talvez quem ande mais perdido sejam as elites políticas e culturais ocidentais.
E, à cautela, proibiu a tarja, com toda a razão.
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