Quero agradecer à atriz Reese Witherspoon por ter dito uma coisa desagradável para o temperamento atual – “Obrigado.” Ora, o que disse Reese? Que os jovens deveriam perguntar-se em que áreas são talentosos, em vez de se ocuparem a, teimosamente, “perseguirem os seus sonhos”. Isto é uma coisa fora de moda e, quando ando de carro, oiço muito psis e pedopsis a garantir, de microfone aberto, que os sonhos são a matéria de que são feitas as nossas escolhas e que contrariá-los é abrir as portas a uma máquina de traumas. Garanto: pelo contrário, são um quarto de caminho andado para a frustração e para o desastre. Perseguir um sonho sem ter talento especial para o realizar (futebolista, escritor, cantor, ‘influencer’, cozinheiro, Miss Mundo, primeiro-ministro, piloto de motos) é uma escolha abominável. O escritor Martin Amis dizia uma coisa simples: não se pode ser talentoso sem ter talento – o que significa que, muitas vezes, “os nossos sonhos” são totalmente disparatados e, eles sim, levam a escolhas traumatizantes.
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