Não é preciso ter lido os romances de Don Winslow, mas ajuda (estão publicados em Portugal pela Relógio d’Água e pela HarperCollins): ‘O Cartel’ é uma maratona de amores e desilusões, de subterrâneos e de certidões de óbito – e de violência, quase tanta como em ‘2666’, o romance maldito de Roberto Bolaño. Elmer Mendoza, um escritor maravilhoso (escreveu ‘Balas de Prata’, com o detetive Mendieta, que é meio surdo), dedicou-se ao tema: o narco-policial, irmão gémeo dos ‘narco-corrridos’, um género musical ‘norteño’ que explora a vida dos cartéis da droga mexicanos. De longe, o espetáculo é colorido e vemos a série ‘Narcos’ apreciando esses heróis do crime, que tanto entram numa canção de ‘mariachis’ como matam a sangue-frio e sem piedade. Vão aparecer ‘corridos’ sobre a morte de ‘El Mencho’, o rei deposto – celebrarão o seu poder e os seus amores. Um dia, em Ciudad Juárez, capital da violência, percebi como somos cruéis só de ver ‘Narcos’: a morte real não é simpática. No México arde-se por tudo e por nada.
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A vida de Luís Neves não vai ser fácil. Fora e dentro do Governo.
Talvez quem ande mais perdido sejam as elites políticas e culturais ocidentais.
E, à cautela, proibiu a tarja, com toda a razão.
Tempestades: mais tarde ou mais cedo voltaremos a situações semelhantes.
No futebol mantém-se a lógica de quema acha que pode, quer e manda.
A ideia de que o povo está farto de eleições é um chavão das elites de Lisboa.
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