Virá um tempo, se é que não chegou já, em que teremos saudades da ‘Playboy’. Falo por nós, rapazes de depois da adolescência – que ainda conheceram a existência real de Marilyn Monroe ou de Jayne Mansfield, atrizes que posaram para a revista criada por Hugh Hefner, que nasceu há exatamente 100 anos. Em vez de ir para missionário a converter almas, como queria a mãe, Hefner (1926-2017) teve sucesso a produzir e a vender a revista que lançou em 1953 e que dominou uma parte da história da nudez durante as duas décadas seguintes. As suas fotografias, de roupão, rodeado de ‘coelhinhas’, não interessam muito, fazem parte do seu espetáculo de exibicionismo. Não havia só nudez (tudo isto foi antes da pornografia ‘hard core’). A ‘Playboy’ publicou autores como Saul Bellow, Nadine Gordimer, Doris Lessing, Nabokov, Joyce Carol Oates, Kurt Vonnegut, Margaret Atwood ou John Updike – e entrevistas memoráveis. Estou a desculpar-me, claro. Não folheávamos a ‘Playboy’ para ler filosofia ou aceder à grande ficção ou reportagem.
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