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Carlos Anjos

Carlos Anjos

Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de Crimes

Terror no cockpit

08 de outubro de 2026 às 00:30

No dia 30 de setembro, um Boeing 737 da Flydubai que ligava o Dubai a Israel, mais concretamente a Telavive, com 180 passageiros a bordo, viveu minutos de terror. Segundo as autoridades israelitas, o copiloto da aeronave terá esfaqueado o comandante e tentado despenhar o avião, que perdeu milhares de metros de altitude em poucos minutos, causando o pânico a bordo. Só a resistência do Comandante e a intervenção de dois pilotos fora de serviço, que seguiam como passageiros, permitiu recuperar o controlo e aterrar de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita. O Comandante e um dos pilotos que seguiam a bordo foram hospitalizados e o copiloto ficou detido. Sabemos que não existem segurança total, mas este episódio expõe duas falhas graves: a primeira, reside no facto de ninguém na Flydubai se ter apercebido da radicalização do copiloto. A segunda, relativa ao facto de uma arma branca ter entrado no cockpit, o espaço mais protegido da aviação desde o 11 de Setembro. As portas blindadas travam ameaças vindas de fora, mas pouco podem contra quem já está lá dentro. O controlo de segurança às tripulações, a avaliação psicológica dos pilotos e os procedimentos a bordo talvez tenham de ser revistos. A investigação dirá o que falhou; certo é que a segurança não pode parar à porta do cockpit.

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