A Europa tem vivido num insustentável dilema: garantir segurança, paz e prosperidade, num espaço único de democracia e liberdade, sem contudo projetar autonomia e soberania estratégica. Ao longo desta década, o dilema foi crescendo, transformando-se mesmo numa encruzilhada geoestratégica. Hoje a ameaça russa, a guerra na Ucrânia e o afastamento inequívoco dos EUA, questionam tudo. O tempo de acomodamento do “Strategic Compass” está ultrapassado. O atual “ReArm Europe Plan/Readinesse 2030,” os “livros brancos” sobre defesa e investimentos na indústria de defesa e tecnologia europeia, os grupos de trabalho e comissões “à la carte”, não parecem responder aos desafios agora colocados. A Europa tem um problema geopolítico de segurança e defesa. Quer mesmo assumi-lo? Agora ou prevendo cenários difusos no tempo? Precisa ou não, de uma nova arquitetura de defesa europeia, articulada com a NATO? A Europa, na verdade, parece que quer, mas não quer, assumir a sua própria defesa! Como refere o geopolítico Salman Al-Ansari: “À Europa não lhe falta unidade, dinheiro, ou força militar – tem é falta de confiança.” Confiança estratégica para assumir os seus próprios interesses e responsabilidades, entre as grandes potências globais.
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