Amanhã, dia 20 de outubro, a Polícia Judiciária celebra 80 anos. Criada em 1945 e visionariamente gizada por Cavaleiro Ferreira, a PJ conquistou um prestígio ímpar na sociedade portuguesa e entre as congéneres internacionais. Fruto de um labor intensivo, dedicado à causa pública, com independência política e neutralidade processual, sempre em busca da verdade material. Com uma cultura institucional de trabalho, de ética profissional e de saberes técnicos acumulados ao longo de décadas, transmitidos de geração em geração e aperfeiçoados por sucessivas reformas e modernizações.
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Boa governação não é apenas decidir, é decidir a tempo.
Os polícias sabem que a integridade física – e, em casos raros, a própria vida – entra na equação no cumprimento do dever.
Os tribunais continuam a funcionar como sempre: em calamidade permanente, à última da hora, sem estratégia e à custa de quem lá trabalha.
Exige-se uma nova dinâmica que não é compatível com a incompreensível inércia.
E é isto que acontece quando a lei existe, mas a humanidade falha.
Sistema penal que não reage aos seus próprios atropelos perde aquilo que mais pretende salvaguardar: a confiança pública na Justiça.
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