Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoCom luz verde de Bruxelas para o Orçamento, suspensão do castigo do congelamento dos fundos por incumprimento do défice e as boas notícias do PIB do terceiro trimestre, o Governo de António Costa teve uma semana memorável. São boas notícias. Contudo, ainda é cedo para decretar o fim da crise. Os 0,8% do terceiro trimestre, ou a evolução de 1,6% face ao terceiro trimestre do ano anterior ainda não chegam para a aceleração da tão desejada retoma.
Se uma andorinha não faz a primavera, não chega um verão cheio de turistas com as exportações com bom comportamento e o petróleo barato a baixar a conta das importações para mudar completamente o cenário económico. As nuvens persistem no horizonte e na Europa há uma preocupante travagem na Alemanha, reinam as incertezas sobre o impacto económico e as ameaças do protecionismo da administração Trump, além dos efeitos do Brexit na economia global. E a economia portuguesa é demasiado dependente dos ventos externos e quando a Europa arrefece, ficamos constipados.
A ameaça dos juros
Outra ameaça relevante é a evolução da política monetária. A América deve dar sinais de subida de taxas de juro em dezembro. Se a Europa acompanhar, aumenta a pressão sobre Portugal .
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Em apenas um ano Trump ameaça a América e o Mundo.
A direita tem dois terços do eleitorado, mas provavelmente não vai eleger o Presidente.
EUA tornaram-se um império sem pudor e a Europa vê o seu fiável parceiro passar de protetor para eventual predador com a recente ameaça a um parceiro da NATO.
O discurso de Trump sobre a captura de Maduro cria muitas dúvidas sobre o futuro da Venezuela.
Na mensagem de Natal, o primeiro-ministro viu a situação de Portugal como quem vê o copo meio cheio.
Com a entrada em cena na Casa Branca da Administração Trump, o contexto mudou.