Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoA soberba do governo foi derrotada na primeira volta das eleições presidenciais. Marques Mendes tinha muitas qualidades para ser um bom Presidente da República, é um democrata, moderado, institucionalista, mas não passou para o duelo final por causa da proximidade excessiva ao executivo. Há 10 dias quando o País estava chocado com o caos na saúde, com três casos de morte por atrasos no socorro, Mendes defendeu a ministra da Saúde, dona de mais de sete vidas políticas, apesar do desempenho medíocre. Até ao debate com Gouveia e Melo, Mendes era o principal favorito para suceder a Marcelo. Ficou coma imagem de advogado de negócios colada, mas o tiro no pé fatal foi não se ter distanciado do governo na crise da saúde. A direita que tem dois terços do eleitorado não consegue eleger um Presidente da República após 20 anos de domínio em Belém. Isto porque há três direitas e o líder político que é o denominador comum entre elas está exilado em Massamá.
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