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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Ação preventiva

27 de maio de 2017 às 00:32

A greve da Função Pública de ontem, que teve impacto em serviços relevantes do Estado, com destaque para hospitais e escolas, mostrou a força que a CGTP ainda tem na máquina do Estado. Mas também há um facto curioso: é um protesto, mas não é contra o Governo, que por definição é o patrão do Estado. Se há setor do País que tem razões para estar satisfeito com o Executivo de António Costa, é precisamente a Função Pública.

O Governo reverteu cortes, está a descongelar carreiras, reduziu horários de trabalho e vai integrar no quadro mais de 50 mil trabalhadores precários. Também a eliminação gradual da sobretaxa beneficia a maioria dos trabalhadores do Estado. A CGTP com estes protestos mostrou a sua vitalidade e também coloca na agenda as suas reivindicações.

A greve de ontem é sobretudo uma ação política preventiva para garantir os dividendos da retoma económica. E se o PIB crescer este ano acima de 2%, como acredita o ministro das Finanças, e se depois do verão as casas de rating tirarem Portugal da nota de lixo, a retoma será mais sustentada.

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