Desde os fins da década de 90 tem-se vindo a assistir, para além das perdas de autoridade, a uma contínua degradação de estatuto socioeconómico da judicatura, para a qual se tem vindo a conjugar diversos factores (nos quais não há que incluir a crise económica do país): massificação das profissões judiciárias; perda de consciência do valor simbólico da Justiça e do seu lugar e papel numa sociedade democrática; deslegitimação do poder judicial, o qual, no entender do poder económico e político, deve ser composto por um conjunto de funcionários (neles incluídos os juízes) que exercem um serviço público como exercício por quaisquer outros adstritos às diferentes repartições do Estado; adopção da concepção neoliberal de que a importância social e política reside apenas nos agentes que exercem funções ou desempenham actividades (privadas) de alto relevo económico, sendo o poder político e poder judicial simples servidores de interesses meramente financeiros; intoxicação da opinião pública, de que os juízes têm salários altamente elevados; obnubilação da opinião pública dos altos vencimentos e demais compensações auferidos por determinadas pessoas; manipulação dos sentimentos de inveja ou de indignação em franjas de população menos esclarecida.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
O assalto à Lua está de volta quase 57 anos após o primeiro passeio lunar.
O sucesso deste pedido é difícil no caso de Mariana Fonseca.
Trump vive de sentimentos extremos e projeções maximalistas.
O uso do telemóvel, a fadiga e o álcool são responsáveis diretos.
Assisto, na caixa de pagamento, a muita gente abandonando compras que necessitavam.
Para fechar o ramalhete, avisam que os medicamentos também podem subir. Faz sentido. Afinal, se viver está caro, manter-se vivo não havia de ser barato.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos