Assinalar a data do assassinato de Giovanni Falconne às mãos da Máfia é, também, forma de homenagear Borselinno, Álvaro Militão, João Melo ou Giuseppe Fava e, neles, todos os magistrados, polícias, jornalistas e cidadãos empenhados que perderam a vida na luta contra o banditismo e o crime organizado.
Os quinhentos quilos de explosivos que naquele 23 de maio rebentaram em Isola delle Femmine/Palermo e puseram fim às vidas de Falconne, da sua mulher e dos três polícias que o escoltavam ouviram-se não apenas na Itália mas em todo o mundo civilizado, onde o verdadeiro estado de direito democrático teima em resistir, e transformaram-se num grito, não de vingança mas de revolta, que despertou mentes adormecidas e arregimentou vontades para combater sem temores o monstro que muitos não quer(ia)em ver - o crime organizado e a corrupção.
O juiz italiano Giovanni Falconne deixou mais do que um método de investigação. Deixou um legado que é imperativo respeitar por todos os que têm como missão combater o crime e uma certeza.
A certeza de que é possível derrotar o crime organizado em todas as suas formas e mostrar às ‘Famílias’ de interesses - que de honoráveis não têm nada - que a Justiça não se amedronta.
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