Sabe quem segue os estudos de opinião que medem as preferências políticas do eleitorado português a importância que têm os “indecisos”. Cada vez mais, são eles que introduzem imponderabilidade e incerteza nas campanhas dos partidos e, na hora da verdade, é a sua decisão que costuma resolver eleições e, muitas vezes, surpreender quem não os conseguiu ler e, portanto, não foi capaz de antecipar o sentido da sua escolha. Com as devidas adaptações, creio que este cenário se pode replicar num outro ambiente, que é o das audiências televisivas. E passo a explicar. Tal como os partidos têm programas e declarações de princípios que permitem aos cidadãos aderir quando se reveem nas ideias, as televisões têm matrizes identitárias que atraem (ou repelem) os telespectadores aos seus programas. O telespectador, tal como o eleitor, sabe por norma qual a área onde se sente ‘mais em casa’ e qual a emissora que lhe transmite maior afinidade e, até certo ponto, sentido de pertença. Tal como um eleitor vota tendencialmente no partido ‘x’, também o telespectador prefere tendencialmente o canal ‘y’.
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