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Fernanda Cachão

Fernanda Cachão

Editora da Correio Domingo

Eu é que sou o presidente da junta...

21 de janeiro de 2025 às 00:30

E já está. O Parlamento aprovou a reposição de 302 freguesias, resultantes da desagregação das 135 uniões criadas pela ‘Lei Relvas’, a reforma administrativa de 2013. O ano não é de boa memória - tínhamos cá a Troika, que nos foi ao bolso indiscriminadamente. Esses anos foram também os da privatização da EDP, REN, CTT e da ANA - e se disto teríamos o que lamentar, já da reforma que acabou com quintais na gestão administrativa do território, nem por isso. Mas ao contrário do que acontece em quase tudo, nisto, a maioria dos partidos, da esquerda à direita, estão de acordo - porque será?!... A ‘Lei Relvas’ não foi perfeita, porque feita à pressa depois do pedido de assistência financeira, mas visava criar poupanças ao aumentar a escala territorial do que era gerido. As uniões de freguesias deviam permitir eficiência, numa época, segundo decénio do século XXI, em que é já evidente que tecnologicamente nada será como dantes. É por isso, que a “gestão de proximidade” é um chavão político para quintais do século passado. Não precisamos de mais presidentes da junta, precisamos de uma rede de transportes competente que ajudar a alavancar as economias locais.

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