Contam os rapazes da minha idade e mais velhos histórias sobre a melhor forma que tinham de contornar as proibições na adolescência – nomeadamente, o acesso ao eufemismo “conteúdo para adultos”. Hoje o mundo não está necessariamente mais perigoso do que no século XX, quando vivemos duas guerras mundiais, mas está certamente mais complicado. A internet aproximou-nos a todos, primeiro, e depois afastou-nos de uma forma geral, trazendo novas formas de socialização que empoderam tanto o palhaço como o Einstein. Hoje em dia podemos estar mais próximos do influencer que vive do outro lado do Atlântico do que sentados com os nossos à mesa do jantar. Estamos todos presos ao ‘smartphone’, palavra inglesa composta que quer dizer, como bem sabemos, ‘telefone esperto’, e é. A população mundial ultrapassou os 8 mil milhões de habitantes em novembro de 2022 e, neste fevereiro de 2026, estima-se que já vá além dos 8,3 mil milhões - mais metade deles usa smartphone. No entanto temos 7,21 mil milhões de aparelhos no mundo – o que significa que há quem tenha até mais do que um. Daqui a quatro anos, em 2029, estima-se que serão 8,06 mil milhões - e muito mais sofisticados. Nesse ano, a 30 de junho, haverá, globalmente, 8 503 285 323 humanos. Portanto, no final da segunda década do século XXI será mais fácil ter um ‘smartphone’ do que um isqueiro na década de 40 do século passado em Portugal, quando era preciso licença emitida pelo Estado Novo. Era mais inacessível para o pobre de então um isqueiro do que hoje em dia é um telemóvel. Também deixou de haver adolescentes com revistas escondidas debaixo do colchão e acne na cara, graças às redes sociais que tanto mostram pornografia - vendem droga ou extremismo, o que vai dar no mesmo -, como ensinam a melhor rotina de ‘skincare’.
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