As listas de candidatos a deputados e mesmo os 230 eleitos para a Assembleia da República, em que falta identificar os últimos quatro, não oferecem escolhas empolgantes para o futuro Governo de Luís Montenegro. Porém, como entre nós, e ao contrário do que acontece no Reino Unido, não é obrigatório ser eleito para entrar no executivo, o líder do PSD tem muitas pessoas de valor indiscutível para convencer para a sua equipa de trabalhos ciclópicos. Obviamente não será fácil. Os casos e casinhos, tão férteis na vida político-partidária, afastam quadros competentes como a cruz afugenta o diabo. A demora na conclusão do escrutínio das votações e o ritmo das audiências do Presidente da República aos líderes partidários proporcionam, entretanto, a Luís Montenegro oportunidade de contactos exploratórios. Como Sá Carneiro descobriu Cavaco Silva e António Costa inventou Mário Centeno, ele necessita de um joker para tomar as rédeas das Finanças. Complicado é que perante os problemas existentes, se tornam também necessários jokers para a Saúde, Segurança, Habitação, Educação e Justiça, e cada baralho só tem dois. Enfim, não se imagina que o Chega resolvesse o quer que fosse na matéria. Só tem jokers para bluff.
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