Nos Evangelhos está escrito que “um profeta não é desprezado senão na terra natal e na sua casa”. A sentença não vale, porém, para a política. Os resultados da 1.ª volta das Presidenciais mostram que afinidades como a terra natal ou o local de residência rendem mais votos que a fidelidade ao partido e a quinquilharia da propaganda. António José Seguro bateu recordes no distrito de Castelo Branco, onde nasceu, somando 40,2 % dos votos, e ainda mais (71,3%) em Penamacor, onde cresceu. Esteve ainda muito acima da sua média com 44,5% nas Caldas da Rainha, onde reside. Vencer em casa foi também apanágio de Cotrim de Figueiredo, com 32,6% na freguesia Avenidas Novas, em Lisboa. Menos assertivo revelou-se André Ventura, 2.º em Algueirão-Mem Martins, onde cresceu, e 3.º onde mora, no Parque das Nações, em Lisboa. Exemplos destes são frequentes no país: Ramalho Eanes, natural de Alcains (Castelo Branco) chegou aos 76,3% no distrito na primeira Presidencial, em 1976. No mesmo círculo, António Guterres assíduo no Fundão e Donas, de onde a família é oriunda, subiu nas Legislativas de 1995 aos 53,2% muito acima dos 43,8% no total nacional. A democracia vive muito da identidade entre os cidadãos.
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