Greve era, há uns sete séculos, o nome de uma praça de Paris, onde trabalhadores à jorna procuravam oportunidade para ganhar o dia. Tornou-se depois palco de protestos reivindicativos. Com a Revolução Francesa de 1789 desapareceu da toponímia e ganhou significado nas lutas por melhores condições de vida. Marcou, em 1886, o combate fundador do 1.º de Maio. Foi a arma mais usada pelos trabalhadores nas suas lutas e deu força às sublevações estudantis de 1968 que se atearam por todo o planeta. Hoje já ninguém vê a greve, mesmo declarada geral, como morte iminente do capitalismo. Vale mais como retórica na luta política e sindical. Ao mesmo tempo, mostra as dificuldades em enquadrar o confronto. É difícil encontrar patrões banalizados no meio de multidões de acionistas. Para complicar, os Estados imaginados como reguladores e árbitros são por todo o lado os maiores empregadores e o alvo máximo das reivindicações. O sufoco político assim criado provoca uma escuridão absoluta sobre o futuro. Os governos acumulam no esquecimento as promessas de melhores condições de vida, perdem a vontade de fazer reformas e só se preocupam em manter-se no poder. E sem ninguém querer o amanhã passa de sonho a pesadelo.
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