O debate Seguro-Ventura revelou-se mais cordial do que se esperava e satisfatório para ambos, mas deixou um rasto de sono e nada de sonho. No final, antes do minuto de apelo ao voto, o candidato em vantagem disse e repetiu um cumprimento ao adversário: “Em retórica, ninguém bate o Ventura”. Não explicitou, porém, se o significado de “retórica” era, no caso, “arte” de falar ou “palavreado” para enganar. A dificuldade de entender o que o Presidente da República pode conseguir marcou, aliás, todo o debate. Proclamaram-se muito boas intenções, mas faltou um rasgo que despertasse o sonho. Eu que acabara de ver o programa francês 'La Grande Librairie', no canal TV 5 Monde, estava empolgado pelo que somos capazes de conquistar. Tinha visto em destaque a luso descendente Melissa da Costa, de 35 anos, autora de já nove romances, com uma dezena de prémios literários e mais de 3 milhões de livros vendidos. Filha de um pedreiro natural de Barcelos e de uma auxiliar de educação nascida em Castelo Branco, Melissa sente honra por o pai se ter tornado leitor a partir dos seus livros e, assim, descobrir um mundo de cultura, liberdade e sem fronteiras. Para conquistar uma vida melhor é sempre necessário um pouco de sonho.
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