A chegada de Aníbal Cavaco Silva a primeiro-ministro foi resultado de uma enorme surpresa. O discreto ministro das Finanças de Sá Carneiro, na primeira AD, ensaiou, em maio de 1985 a propensão para surpreender ao conquistar a liderança do PSD/PPD na Figueira da Foz, aonde se deslocou com a pretensa ideia de fazer a rodagem do carro. A surpresa continuou a acompanhá-lo. Nas legislativas de outubro de 1985, poucos imaginaram a hecatombe que aconteceu. Ao cabo de dois anos sofridos sob a batuta do FMI, o PS de Mário Soares apostou juntar os poderes de Belém e São Bento. Os cartazes fixavam até uma meta de 43% para governar Portugal. No dia do voto, um terramoto político, com os socialistas 40% abaixo das eleições anteriores e o cometa partidário PRD, trouxe para a frente o alegado desconhecido Cavaco Silva. Para ele estavam guardados mais motivos de destaque: a maioria absoluta com 50,22% dos votos nas legislativas de 1987, a melhoria das condições de vida empurrada pelos fundos europeus e duas eleições para Presidente da República. Houve também controvérsias. Afinal, com ele e outros, os muitos milhões de fundos europeus recebidos ainda não chegaram para pôr Portugal a voar por si próprio.
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