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José Jorge Letria

José Jorge Letria

Escritor

A morte amarga de Marilyn

04 de junho de 2026 às 00:30

Marilyn Monroe nasceu há um século e passou grande parte da vida a negar e assumir a nudez fotográfica a que teve de recorrer inicialmente por falta de dinheiro, e depois devido à gestão da sua imagem pública que fez sonhar gerações de homens fascinados com a sua beleza física. A mãe esquizofrénica foi internada num hospital psiquiátrico em que ela não a visitou. Fez filmes com êxito variado e esteve casada com o talentoso dramaturgo Arthur Miller e com um campeão mítico do futebol americano. Também se apaixonou, num amor impossível, por John Fitzgerald Kennedy, que não podia assumir esta relação, embora ela se lhe tenha declarado num teatro com lotação esgotada e filmagem para o mundo. Marilyn quis amar e ser amada, mas a verdade é que nunca conseguiu ser feliz. Morreu só e infeliz com a ajuda de poderosos sedativos. Não teve filhos e nunca encontrou a paz que tanto desejava. Foi uma mulher bela e infeliz que também procurou na morte a trégua de que tanto necessitava. Não viveu o suficiente para se afirmar e consagrar como actriz, mas a sua imagem esteve omnipresente na galeria dos mais famosos do século XX, facto que ela nunca renegou. 

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