O caso de que o CM faz hoje as suas páginas centrais é mais um capítulo na biografia de um falsário compulsivo, que chegou a primeiro-ministro com maioria absoluta e concentrou em si muito mais poder do que é aceitável em democracia.
Os detalhes que se vão conhecendo deste personagem são um alerta para todos os democratas, em especial para os do Partido Socialista.
Como foi possível manipular a Justiça, a Banca, as empresas, os órgãos reguladores da comunicação social à concorrência? Como foi possível manter o País adormecido e os socialistas hipnotizados durante tanto tempo?
Na situação, que envolveu uma manchete do Correio da Manhã, ontem revelada pelo semanário ‘Sol’, José Sócrates, beneficiando da tentativa de contraditório, que é regra neste Jornal e prática do bom jornalismo, tenta manipular os factos – o não pagamento de um imposto devido pela sua mãe, fruto da venda de um apartamento a Carlos Santos Silva, o ‘amigo pródigo’ de Sócrates.
Nas conversas, reveladas pelo ‘Sol’, os funcionários do Fisco, a começar pelo seu diretor-geral, são "uns bandalhos". Já os jornalistas do Correio da Manhã são, na voz de Sócrates, "uns pulhas".
O relato que, com devida vénia ao ‘Sol’, o CM hoje faz nas suas páginas vale mais para nós do que muitos prémios de jornalismo. Prova a qualidade do nosso jornalismo, a coragem e rigor com que trabalhamos para servir Portugal.
À data dessa manchete, Alberto Arons de Carvalho usava o seu lugar na ERC para que Sócrates pudesse, nos tribunais, estrangular o CM com pedidos de indemnização milionários, tendo como advogado Proença de Carvalho. Hoje presidente de um grupo de comunicação social.
Os lugares ocupados por estes dois senhores, ainda nos dias de hoje, são uma vergonha para a nossa Democracia.
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