Marcelo sai de cena – e os ‘balanços’ não têm sido meigos. Uns falam da informalidade e das ‘selfies’. Outros da proximidade a Costa e do crescimento do Chega. Não sou tão severo. O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral. Politicamente, corrijo a narrativa. Proximidade a Costa? Houve, antes da maioria absoluta. E daí? Se a oposição não fez o seu trabalho, não seria o Presidente a fazê-lo. O mesmo para a direita anti-sistema: o fenómeno acabaria por aterrar entre nós. Se cresceu como cresceu, deveu-se à estratégia ‘centrista’ de Rui Rio e à vocação suicida do PS, que acicatou o monstro para que engolisse o PSD. De resto, as dissoluções de 2021 e 2024 foram aceitáveis: quando o sistema se enreda, alguém tem de cortar o nó. Para isso serve o Presidente.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
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