Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito. Como? Eis o problema: nem a AD, nem o PS, nem o Chega querem reformas. A AD é como aqueles atletas de ginásio que pagam a mensalidade, mas nunca usam as máquinas. O PS, nem a mensalidade, nem as máquinas: a própria palavra ‘reforma’, como ensinava o dr. Costa, provoca arrepios imediatos. E o Chega quer ‘rupturas’, muitas ‘rupturas’ – mas, na hora de as fazer, mete baixa. Como se viu no pacote laboral.
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