Alei de financiamento partidário é uma comédia grotesca? Sem dúvida. Mas mais grotesca foi a reacção dos partidos quando apanhados em pleno acto.
No primeiro momento – ‘Querida, isto não é o que estás a pensar’ – tentou-se enganar os otários: a lei não representa mais despesa para o Estado (apesar do roubo de nove milhões em IVA) e foi obtida por ‘consenso alargado’ (na quadrilha couberam todos, excepto CDS e PAN).
No segundo momento – ‘Ela não significa nada para mim’ – desvalorizou-se a amante. Para o PCP, a lei é ‘antidemocrática’. E o Bloco confessa que só dormiu com ela para não ficar à porta do quarto.
No terceiro momento – ‘Vamos ultrapassar isto juntos’ – o adúltero está disposto a ‘melhorar’ a relação. O Bloco, mais uma vez, é o penitente exemplar.
Após tanto rir, e esperando veto presidencial, só tenho duas palavras para os nossos comediantes: muito obrigado.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.
A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.
Ainda teremos saudades da velha teocracia iraniana.
O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.