Foi uma semana em cheio: pela mão do jornalismo, os portugueses descobriram duas coisas. A primeira é que o Estado não fiscaliza as instituições sociais que apoia – e, no caso deste governo, que apoia faraonicamente.
Falo da Raríssimas e da sua raríssima presidente. E falo de um ministro da Segurança Social que, à hora em que escrevo, ainda está inexplicavelmente no lugar.
Mas houve mais: a IURD foi acusada de ter mantido um lar clandestino a funcionar entre nós; um lar que, alegadamente, fornecia crianças para adopção sem que os pais biológicos tivessem conhecimento do assunto.
Se juntarmos ao pacote tudo o resto – os mortos de Pedrógão, o roubo de Tancos – percebe-se melhor as palavras de António Costa. O ano de 2017 foi ‘saboroso’ para Portugal? Sem dúvida.
Tão saboroso que só podemos esperar um 2018 ao mesmo nível. Espero que alguém em S. Bento reserve o Panteão Nacional para o ‘réveillon’.
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O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.
A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.
Ainda teremos saudades da velha teocracia iraniana.
O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.