Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisA Cimeira Trump-Xi Jinping resultou num 'cessar-fogo' de um ano. Os meses anteriores foram marcados por negociações comerciais cruzadas com ameaças de confrontação, em que ambas as partes aprenderam mais sobre as vulnerabilidades do outro e testaram as 'armas' que podem usar, acordando agora numa trégua para refinar as respetivas estratégias. Trump descobriu que os bullies também podem ser alvo de bullying, e Xi assumiu-se como outro bully ao militarizar as terras raras. Os EUA tiveram de recuar num confronto mais simétrico do que presumiam, e a China espera ter saído reconhecida como superpotência global, responsável e moderada, mas capaz de resistir à coerção americana. O encontro decorreu à margem da Cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), onde Trump recebeu uma coroa de ouro pela anfitriã Coreia do Sul, mas em que o rei foi Xi: aproveitando o regresso precoce de Trump aos EUA, Xi utilizou o palco da Cimeira para novamente apresentar a China como grande defensora dos interesses económicos “de todos”. A 'guerra de posição' de Xi parece prevalecer sobre a 'guerra de manobra' de Trump, mas é cedo para saber quem vencerá.
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