Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisSob o pretexto de combate ao narcotráfico e ao regime autocrático de Maduro, a pressão belicista de Trump sobre a Venezuela visa outros três objetivos cruciais: controlar os vastos recursos existentes no 'Arco do Orinoco' venezuelano - designadamente, petróleo e minerais críticos – e nas regiões fronteiriças vizinhas da Colômbia e do Brasil; repor o domínio dos EUA no Continente Americano e determinar as opções económicas e de política externa dos países das Américas do Sul e Central; e travar a crescente influência de “potências externas” na região, sobretudo, da China e da Rússia por via das parcerias estratégicas de ambas com a Venezuela e o Brasil, mas não só. O alvo não é apenas o regime de Maduro: são os recursos estratégicos e os eixos Venezuela-Colômbia-Brasil e Venezuela/Brasil-China-Rússia. A prioridade não é a promoção da democracia: se Maduro resistir, Trump quer poder negociar e impor-lhe um “grande negócio” para os EUA, levando os governos da Colômbia, do Brasil e outros na região a fazer o mesmo. É a 'doutrina Trump' segundo a qual a exibição da força e a negociação em vantagem servem objetivos do 'América Primeiro'.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Acelerou o declínio dos EUA, favorecendo a competidora China.
Regime está mais vulnerável, mas não há sinais claros de colapso.
A ilegitimidade de Maduro não legitima o corolário Trumpiano.
Trump transformou os EUA numa democracia iliberal.
Decisão sobre nova dívida foi alcançada sem unanimidade.
Larga maioria dos ataques terroristas tem sido perpetrada por “lobos solitários”.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos