A quantidade de ideias erradas sobre responsabilidade política é inversamente proporcional à assunção de responsabilidades pelos titulares de cargos públicos. A mais popular dessas ideias postula que o responsável máximo se deve demitir perante certos crimes, desastres ou catástrofes, abstraindo da imputação subjetiva, ou seja, ainda que tenha cumprido com escrupulosa competência todos os seus deveres. Esta ideia absurda conduz a uma paradoxal desresponsabilização dos políticos, porque separa a esfera da responsabilidade da capacidade de agir. Deve Carlos Moedas pedir a demissão ou desistir da recandidatura por causa do terrível desastre do elevador da Glória? Talvez. Mas terá de se concluir que fez algo que não devia ou deixou de fazer algo que era devido: na contratação de empresas, na nomeação de dirigentes, na execução do orçamento ou no cumprimento de deveres de vigilância e controlo. Podem os seus rivais, candidatos à presidência da autarquia, aproveitar politicamente o desastre depois do obrigatório período de nojo? Talvez. Mas devem convencer, sobretudo pelo seu percurso, que teriam sido capazes de agir de maneira diferente.
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