É provável que o PS seja o partido mais votado nas próximas legislativas. Carneiro não tem cometido erros graves, a eleição de Seguro deu-lhe um estímulo (mesmo que involuntário) e a deslocação do Governo para a direita favorece-o. Mas não é menos provável que AD, Chega e IL, que hoje reúnem dois terços dos mandatos, garantam a maioria absoluta. Será então quase inevitável a formação de uma geringonça de direita, apesar de existirem pontes programáticas entre PS e PSD. Admitindo que o PSD assumirá a liderança dessa geringonça, resta saber se Montenegro se manterá como primeiro-ministro ou será substituído por Passos Coelho ou um desafiante de ocasião. Nesse cenário, o PS deve afirmar-se como representante de uma área política e sociológica que está longe de ser minoritária e propor ao país soluções credíveis em defesa da democracia, do progresso e do Estado social. Concluído o abraço de urso à sua direita, em que "torcerá" pelo mais moderado, o PS ouvirá O’Neil ironizar do além: “Talvez regresse, mas não merece”. Chegado à terceira década do século, não poderá reincidir nos velhos erros. Afinal talvez não tenha outra oportunidade.
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