Portugal é ciclotímico desde que perdeu a sua flor num deserto mágico. Oscila, há quase quinhentos anos, entre as brumas da memória, que embargaram o seu merecido “Museu das Descobertas”, e um complexo de pequenez indigno de quem recebeu, por tratado, metade do mundo descoberto e por descobrir. Assim se explica a reação dos que falam em nome do Estado à utilização da Base das Lages durante a guerra no Irão. Não seria fácil assumir uma atitude crítica e restritiva, mas o Direito Internacional impunha-a (sem que pudesse ser interpretada como apoio ao Irão contra os nossos aliados). Ora, as explicações do Ministro dos Negócios Estrangeiros foram tão percetíveis como as instruções dadas aos passageiros pelo piloto de um avião comercial. O Primeiro-ministro recorreu a fórmulas vagas sobre o significado do acordo luso-americano – o qual pressupõe e proclama, como é óbvio, o respeito pela Carta da ONU. O Chega disse o que se esperava e o PS não disse o que seria de esperar. O Presidente da República remeteu-se ao silêncio, que está desprovido de valor declarativo como esclarece o Código Civil. Valham-nos o Papa americano e Santo Agostinho.
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