Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaNa sequência de uma recente auditoria à Esquadra do Rato da PSP a IGAI veio, sem grande novidade, concluir que aquela subunidade “não apresenta condições de habitabilidade e não é funcional”. E dizemos sem grande novidade já que essa avaliação já estava mais do que feita há muitos anos. Mas o problema é que não é a única no seio de quase 400 instalações físicas (só na PSP), muitas delas com problemas estruturais de monta, aos quais é impossível o investimento acorrer de forma ideal, diria até utopicamente, para além de muitas delas não terem qualquer dignidade funcional e serem grosseiramente insalubres. Já em 2022 aquela edilidade produziu um relatório na sequência de 470 inspeções realizadas a esquadras e postos da PSP e GNR, concluindo que 108 esquadras estavam em mau ou muito mau estado, sendo que destas, apenas 81 tinham climatização ou insonorização, apenas 141 estavam providas de sistema de videovigilância, e pior, apenas 61 detinham sistemas de energia autónomos para fazer face a uma situação de emergência. É incrível, e até nauseante, esta falta de impulso reformista no que ao fecho de esquadras diz respeito, não só pela falta de condições, mas sobretudo por elas assentarem numa arquitetura disfuncional que consome recursos de forma danosa, e que constrange a capacidade, já mínima, de respondermos na primeira linha com a maior eficácia, seguindo o diapasão “Segurança just in time” já tantas vezes apregoada. O diagnóstico está mais do que feito, e para ele concorreram inúmeros estudos, como um de 2012 que anunciava que o MAI estava a estudar o fecho de esquadras, tendo concluído, recordando as palavras do então Secretário de Estado da AI, (sic) “temos esquadras de atendimento com uma produtividade muito baixa. Algumas delas recebem 0,8 queixas por dia e o facto de estarem abertas significa que há elementos policiais que estão lá dentro à espera que alguém vá apresentar uma queixa”. Há que fazer mais do que apenas apregoar insistentemente.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
É incrível, e até nauseante, esta falta de impulso reformista no que ao fecho de esquadras diz respeito.
'Subsídio de fixação' da guarda prisional não é estendido à PSP, GNR, Polícia Marítima e PJ.
Número de vítimas tem que nos [continuar a] fazer refletir.
Espera-se que deixe um legado singular como deixou na PJ.
É imperioso abandonar um sistema assente em monopólios e coutadas.
MAI tem sido pródigo em ter à sua frente pessoas que não apresentam condições mínimas.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos