Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaNesta semana fomos presentados com o anúncio do RASI 2025, com dados globais que são indiscutivelmente positivos, com uma redução substancial de 1.6 % na franja de criminalidade que mais mina o sentimento de segurança, a criminalidade violenta e grave, e um aumento de 3.5 % na criminalidade global que se deve, em toda a linha, ao aumento tremendo dos níveis de proatividade policial, com aumentos, respetivamente, de 23% e 28% nos crimes de condução sob o efeito do álcool e sem habilitação legal, representando quase 7500 ocorrências/crimes de entre os 11000 que se registaram em termos globais. Mas se lhe juntarmos outros, como a Desobediência, Detenção de Arma Proibida e Tráfico de Estupefacientes, todos com aumentos acima dos 2 dígitos, então é legítimo concluir que sem eles a variação até seria, neste parâmetro, igualmente negativa. Não fossem os aumentos das violações e dos homicídios que, sem embargo da sua expressão estatística na casa das centenas, não podem ser esmorecidos dada a sua natureza particularmente violenta para com bens jurídicos essenciais, poderíamos dizer que o diagnóstico até é bastante positivo, e isso devemo-lo, sem qualquer dúvida, ao trabalho excecional das Forças de Segurança, PSP e GNR. Mas é preciso notar que mais uma vez o sacrifício não compensa, tendo o relatório sido veemente em notar que a PSP, a quem se voltou a pedir mais com o alargamento, em 2025, das competências no controlo de fronteiras e da imigração irregular, acabou o ano com um défice de mais de 437 Polícias, por comparação à PJ e Polícia Marítima que viram os seus quadros sair robustecidos. Mas nem tudo é mau, a PSP sai, mais uma vez, vitoriosa, no capítulo das agressões contra Polícias, com um total de 944 agressões, bem longe das 335 infligidas a militares da GNR, das 28 contra inspetores da PJ ou das 8 contra militares da Polícia Marítima. Vale a pensar nisto.
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É preciso notar que mais uma vez o sacrifício não compensa.
Não há dúvidas que se exige uma purificação do sistema.
A PSP assumirá, como ao longo destas decádas, a cabeceira do combate.
É incrível, e até nauseante, esta falta de impulso reformista no que ao fecho de esquadras diz respeito.
'Subsídio de fixação' da guarda prisional não é estendido à PSP, GNR, Polícia Marítima e PJ.
Número de vítimas tem que nos [continuar a] fazer refletir.
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