page view
Tânia Laranjo

Tânia Laranjo

Jornalista

Violência doméstica

23 de dezembro de 2025 às 00:30

Exige-se maior rigor a quem opina no espaço público, porque a ignorância ditada com convicção também é uma forma de violência. Repetiu-se, sem pudor, que a mulher agredida na Madeira “perdoou” o agressor e retirou a queixa, como se isso encerrasse o assunto. Não encerra. A violência doméstica é um crime público: não pertence à vítima, não depende da sua coragem nem da sua exaustão. O que houve foi uma decisão do Ministério Público, que entendeu que a ameaça de prisão bastava e suspendeu o processo. Essa escolha revela mais sobre o sistema do que sobre a vítima. Perdoar, nestes contextos, raramente é liberdade; é sobrevivência. Todos os dias mulheres cedem por medo. Enquanto o debate público insistir na culpa da vítima e não na responsabilidade coletiva, continuaremos a falhar - às mulheres, às crianças e à própria ideia de justiça.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

O caso das notas

Surgiram impressões digitais de quatro polícias, apresentadas como um “descuido” da PSP.

'Achómetro'

Responsável máximo da Proteção Civil recorre ao ‘achismo’.

O Correio da Manhã para quem quer MAIS

Icon sem limites

Sem
Limites

Icon Sem pop ups

Sem
POP-UPS

icon ofertas e descontos

Ofertas e
Descontos

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8