Exige-se maior rigor a quem opina no espaço público, porque a ignorância ditada com convicção também é uma forma de violência. Repetiu-se, sem pudor, que a mulher agredida na Madeira “perdoou” o agressor e retirou a queixa, como se isso encerrasse o assunto. Não encerra. A violência doméstica é um crime público: não pertence à vítima, não depende da sua coragem nem da sua exaustão. O que houve foi uma decisão do Ministério Público, que entendeu que a ameaça de prisão bastava e suspendeu o processo. Essa escolha revela mais sobre o sistema do que sobre a vítima. Perdoar, nestes contextos, raramente é liberdade; é sobrevivência. Todos os dias mulheres cedem por medo. Enquanto o debate público insistir na culpa da vítima e não na responsabilidade coletiva, continuaremos a falhar - às mulheres, às crianças e à própria ideia de justiça.
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Para muitos portugueses, mais do que um caso judicial, tudo isto se tornou um símbolo de descrédito.
Nos Salesianos de Manique (Cascais), a cantina tem comida de “primeira” e de “segunda”.
Pune-se quem sobrevive e protege-se quem explora.
Mariana Fonseca, condenada a 23 anos de prisão pelo homicídio de Diogo Gonçalves, fugiu para Jacarta antes de serem emitidos mandados internacionais.
Seria expectável que a liderança da principal polícia de investigação fosse tratada como prioridade absoluta.
Moedas fez promessas solenes após o trágico descarrilamento do Elevador da Glória. Seis meses volvidos, porém, quase nada saiu do papel.
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